Polônia, HistóriaEditar esta página

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(Redireccionado de Historia da Polônia)
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Uma pesquisa familiar eficaz requer conhecimento dos principais eventos históricos que possam ter afetado a sua família e os registros a respeito dela. Aprender sobre guerras, governos, leis, migrações e tendências religiosas pode ajudar você a entender fronteiras políticas, mudanças de lugares onde viviam e onde costumavam se estabelecer os cidadãos. Esses eventos podem ter levado à criação de registros, tais como escrituras e documentos militares que mencionem sua família. O passado de seus ancestrais ​​se tornará mais interessante, se você também usar a história para saber sobre os acontecimentos que eles viveram. Por exemplo, conhecendo história, você poderá saber quais eventos ocorreram no ano em que seus bisavós se casaram. A seguir estão algumas datas importantes e eventos na história da Polônia:

Índice


Linha do Tempo

500 Tribos eslavas se instalam na região que, hoje, é a Polônia.

966 Mieszko I ou Mieczyslau I, chefe dos polônios, funda a nação polonesa, com a união de várias tribos descendentes de Lech (Polanies, Wislanies, Pomorzanies e Mazovianos) que se unem para formar o Estado Polonês.

966-1795 O Reino polonês passa a existir.  O cristianismo foi aceito em 966 DC, e a Polônia tornou-se um reino.

1100s O rei Boleslau III, "o boca torcida" divide a Polônia entre seus filhos:  Vładisłau II, o Exilado; Bolesłau IV, o Crespo; Mieszko III, o Velho, e Henrique de Sandomierz. A Casimiro II, o Justo, não foi atribuída nenhuma província.

1253 Stanislaus Kostka, o Mártir, é o primeiro santo polonês a ser canonizado.

1320 A Polônia é reunificada.

1333 Início do reinado de Casimiro III, o Grande. É considerado como o verdadeiro unificador da Polônia. Casimiro III foi o último soberano polonês da antiga dinastia dos Piast. Em seus 37 anos de reinado, Casimiro III mais que duplicou o território do país. Iniciou importantes reformas administrativas, judiciais e legislativas e incorporou a Galícia. Fundou várias cidades e concedeu autonomia aos governos locais. Construiu mais de cinquenta castelos e ajudou a edificar diversas igrejas. Em 1364, fundou a Universidade de Cracóvia. Morreu em um acidente de caça e, após sua morte, foi cognominado "o Grande".

1385 A Polônia e a Lituânia fazem uma aliança. O estado polaco-lituano comum (chamado de República de ambas as nações) se tornou um dos maiores e mais fortes países da Europa.

1543 De origem polonesa, Nicolau Copérnico afirma que a terra gira em torno do sol.

1569 A Polônia alcança sua maior expansão territorial. Nessa época, ela incluía a Lituânia, a Borússia (latim para Prússia), a Volhynia, a Podolia, e a Ucrânia. A capital da Polônia é movida da Cracóvia para Varsóvia.

1582 O Reino da Polônia adotou o calendário gregoriano.

1655-1660 Invasões suecas devastam a Polônia.

1772 Primeira partição da Polônia entre a Rússia, a Áustria e a Prússia. Cada uma ficou com um terço do território polonês:

  • A Rússia ficou com a parte da Livônia que ainda tinha permanecido nas mãos dos poloneses, e da Bielorrússia que abrangia as voivodias (estado feudal) de Witebsk, Połock e Mścisław;
  • A Prússia ficou com Ermland (Vármia) e a Prússia Real (Prusy Królewskie) (que mais tarde tornou-se uma nova província chamada Prússia Ocidental) até o rio Netze e mais ainda o condado da Pomerânia, sem a cidade de Danzig (Gdańsk), os condados de Marienburg (Malbork), Kulm (Chełmno), sem a Cidade de Thorn (Toruń), e alguns distritos na Polônia Maior;
  • E para a Áustria coube Zator e Auschwitz (Oswiecim), parte da Pequena Polônia incluindo partes dos condados de Cracóvia e Sandomir e toda a Galícia, menos a Cidade da Cracóvia.

Por esta partição a República das Duas Nações (Polônia-Lituânia) perdeu cerca de 30% de seu território, correspondendo naquele tempo a 484.000 milhas quadradas (1.253.554,24 km²), com cerca de quatro milhões de pessoas. A maior parte do espólio, com relação à população e rendas, foi para a Áustria.

1793 Segunda partição. 42% do território nacional polonês ficaram para Rússia (Livonia e Moldavia), Prússia (que anexou a Grã-Polônia, a Kujavia,Torum e Gdansk) e Áustria (Cracóvia). Os russos ficaram com a parte mais extensa, os prussianos com a parte mais rica e os austríacos com a mais populosa.

1794 Tadeusz Kosciuszko inicia uma rebelião fracassada de independência da Polônia.

1795 Terceira partição. A resistência polonesa foi esmagada e todo o território polaco foi dividido entre Rússia, Áustria e Prússia. À Rússia coube a área de 120.000 km² e 1,2 milhão de pessoas incluindo Vilnius, aos prussianos a área de 55.000 km² e 1 milhão de pessoas incluindo Varsóvia, aos austríacos 47.000km² com 1,2 milhões de habitantes mais Lublin e Cracóvia.O Reino da Polônia deixou de existir. A terceira partição apagou a Polônia do mapa durante 123 anos.

1806-1813 Era napoleônica. Napoleão criou o Ducado de Varsóvia (1806) e o Grão-Ducado de Varsóvia (1809) a partir de territórios anteriormente dominados pela Prússia e pela Áustria. A Constituição do Ducado de Varsóvia, expressão do Código Napoleônico, estabeleceu: a) a igualdade de todos os cidadãos perante a lei; b) a abolição dos privilégios das zlachta (a nobreza); c) a abolição da servidão; d) os direitos políticos eram estendidos aos nobres e aos burgueses.

1810 Nasce o pianista e compositor Frederic Chopin, em Zelazowa Wola.

1813 Os exércitos de Napoleão foram derrotados na Batalha de Waterloo, pondo fim ao Império Francês, e o sonho de uma restauração da liberdade polonesa, novamente naufragou.

1815 O Congresso de Viena devolve o território polonês para a Rússia, a Áustria e a Prússia. A Cracóvia foi estabelecida como uma cidade-estado livre, sendo controlada por seus três vizinhos (Rússia, Prússia e Áustria) até 1846. O Reino da Polônia foi estabelecido dentro do Império Russo, com o czar como rei. Este reino foi, muitas vezes, chamado de Congresso Polonês, por ter tido sua origem no Congresso de Viena.

1846 A Áustria assume a República da Cracóvia, que foi incorporada à província da Galízia.

1863-1865  A mais longa insurreição polonesa contra a Rússia começou em 22 de janeiro de 1863, e os últimos insurgentes não foram capturados até 1865. Depois do fracasso da revolta, seguiram-se severas represálias. Segundo informações oficiais russas, 396 pessoas foram executadas e 18.672 foram exiladas na Sibéria. Grande número de homens e mulheres foram mandados para o interior da Rússia e para o Cáucaso, Urais e outras regiões. Ao todo, cerca de 70.000 pessoas foram aprisionadas e, posteriormente, enviadas para fora da Polônia e colocadas nas remotas regiões da Rússia. O governo confiscou todas as propriedades e fundos da igreja, fechou monastérios e conventos. Com exceção das instruções religiosas, todos os outros estudos nas escolas eram feitos no idioma russo. O russo também tornou-se a língua oficial do país, usado exclusivamente em todos cargos do governo local e geral. Todos os vestígios da antiga autonomia polonesa foram removidos e o reinado foi dividido em dez províncias, cada uma com um governador militar russo designado e todas sob o completo controle do Governador-Geral de Varsóvia. Todos os antigos funcionários do governo foram destituídos de suas posições.

1911 Marie Curie, cientista polonesa, ganha o Prêmio Nobel de Química.

1917 Durante a Primeira Guerra Mundial, 22.000 poloneses-americanos se juntam ao exército do Haller na França.

1918-1939 A República da Polônia. No final da Primeira Guerra Mundial, a Polônia reaparece como um estado independente, após 123 anos de domínio estrangeiro. O Tratado de Versalhes, em 1919, transformou a cidade de Danzig (hoje Gdańsk), em Cidade Livre de Danzig, independente da Alemanha e da Polônia, ficando sob o controle da Liga das Nações. Em 1933, Adolf Hitler assume o poder na Alemanha com explícitos planos expansionistas (o que implicava o reclamo dos territórios alemães cedidos à Polônia pelo Tratado de Versalhes).

1939-1945 Ocupação alemã. A invasão pelos nazistas, em 1939, marcou o início da II Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com a Polônia totalmente ocupada pelo IIIº Reich, ela foi transformada em Governadoria-Geral. Coube a Hans Frank, um dos piores carrascos nazistas, a sua liderança, servindo de palco para as batalhas brutais travadas entre os exércitos de Hitler e de Stalin. Além disso, a Polônia viu-se escolhida como o local ideal para a aplicação da política de extermínio em massa (Endlösung) desencadeada pelas forças de ocupação nazista. Judeus, ciganos e outras minorias foram transportados em vagões de gado, de todas as partes da Europa, para serem liquidados nos seus principais campos de morte (Auschwitz-Birkenau,Treblinka, Sobibor, etc.).

Deu-se, paralelamente, um planejado massacre da elite polonesa, executado pela Einsatztruppe (tropa de extermínio), que visou exterminar políticos, intelectuais, acadêmicos, professores, padres, oficiais superiores, líderes sindicais, etc, fazendo com que a Polônia, principal cenário da guerra racial nazista, fosse uma das nações que, proporcionalmente, mais perdesse habitantes civis durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo os dados oficiais do governo polonês, apresentados em 1947, as perdas resultantes das operações militares chegaram a 521 mil civis.

  • Vítimas dos campos de concentração e execuções na exterminação dos guetos: 3.577 mil.
  • Mortos por epidemias, exaustão, em prisões e nos campos: 1.286 mil.
  • Fora dos campos, mortos por ferimentos, maus tratos e trabalhos forçados: 1.681 mil.
  • Total: 6.544 mil (seis milhões quinhentos e quarenta e quatro mil mortos) de 35 milhões de habitantes existentes na Polônia antes da IIª Guerra Mundial.

Depois da guerra, a Polônia cedeu seus territórios orientais para a União Soviética e suas fronteiras ocidentais foram demarcadas pela Linha Oder-Neisse. Ela seguia os rios Oder e Neisse primariamente, mas desviou-se para oeste na sua parte norte, para que, deste modo, a Polônia obtivesse as cidades de Świnoujście e Stettin, estabelecendo, assim, suas fronteiras atuais. Um governo provisório foi estabelecido sob os auspícios da União Soviética em 1945.

1943 Judeus poloneses protagonizam o Levante do Gueto de Varsóvia.

1947 O Partido Comunista ganha controle total do governo polonês em eleições controladas pelo Estado.

1952 A Polônia se torna uma república popular, segundo o modelo soviético.

1974 O polonês-americano Bobby Vinton, de "My Melody of Love", lidera as paradas de música pop.

1978 Karol Wojtyla, arcebispo de Cracóvia, torna-se o Papa João Paulo II.

1989 A queda do regime comunista.

1990 O líder do Sindicato "Solidariedade", Lech Walesa, é eleito Presidente da Polônia, na primeira eleição livre realizada do país.


Histórias Locais

Algumas das mais valiosas fontes de pesquisa sobre a história da família são encontradas nas histórias dos lugares. Elas descrevem o povoamento da região e o estabelecimento de igrejas, escolas e empresas. Você também pode encontrar listas de cidadãos, soldados e funcionários civis. Mesmo que seu antepassado não esteja em nenhuma relação, informações sobre outros parentes podem ser incluídos para fornecerem pistas. A história local também pode dar-lhe ideias de outros registros para pesquisar.

Além disso, histórias locais podem fornecer informações sobre o estilo de vida familiar da comunidade e do meio ambiente onde sua família viveu. No caso da Polônia, trata-se de um país que:
1) Tinha um predomínio absoluto da agricultura na economia do país. 2) Somente os nobres, a gente da Szlachta, podiam ter a propriedade da terra. 3) A força de produção estava repartida entre a aldeia e a reserva senhorial. 4) Havia barreiras institucionais que limitavam a mobilidade social e geográfica (a servidão da gleba). 5) Os camponeses pagavam suas prestações ao senhorio quase que exclusivamente com mão-de-obra. 6) A atividade artesanal e industrial desenvolveu-se no âmbito da grande propriedade e sob o controle das corporações. 7) Não havia nenhum limite jurídico às decisões tomadas pelos nobres no campo econômico. 8) Havia forte propensão da nobreza ao consumo de luxo. 9) Existiam regiões mais avançadas e mais acessíveis aos meios de transporte da época.10) O Estado não intervinha no campo econômico.

A Polônia separa dois mundos culturais, étnicos e religiosos muito distintos: o germano e o eslavo. Ao seu oeste e ao norte, território das antigas tribos germânicas, encontram-se os prussianos, os saxões e os suecos de fé luterana; ao sul, os austríacos católicos. Ao leste, habitam os russos de fé cristã ortodoxa. Para agravar sua delicada posição estratégica, a partir do século 16, ao sul, avolumou-se a presença do Império Turco Otomano.

O fato de se situar a meio caminho entre o oeste e o leste, sentindo-se ameaçada por ambos, e de também ser o divisor de águas entre o Sacro Império Romano-Germano ao Ocidente, do Czarado de Moscou ao Oriente, tendo ainda por perto a presença do Sultão de Istambul nos seus limites meridionais, é a explicação mais convincente do ardoroso abraço dos poloneses à sua fé na religião cristã e sua lealdade à Roma. Os poloneses, convertidos ao cristianismo no século X, firmaram-se, depois da Reforma Luterana, como os mais ardorosos seguidores do catolicismo do Leste Europeu, situação que, com o tempo, provocou a simbiose entre a nacionalidade e a religião: um verdadeiro polonês tinha de ser católico. E vivia ameaçado. Assim, foi esta situação geográfica, fragilizada ainda mais por ser um país de extensas planícies, destituído de proteções naturais, que modelou a vida e a história da Polônia nos últimos séculos. Quando seus vizinhos estavam em paz entre si, tendiam a partilhar o território polonês entre eles; quando estavam em guerra, faziam a guerra sobre as terras polonesas.

Apesar de relativamente poucas histórias locais terem sido publicados sobre as cidades ou regiões da Polônia, uma pesquisa cuidadosa nas histórias disponíveis sobre a localidade do seu antepassado ​​vale a pena. Você pode escrever para o prefeito do local, a fim de perguntar se essas histórias estão disponíveis, no caso de a Biblioteca da História da Família não dispor de microfilmes. Às vezes, histórias locais estão disponíveis em grandes bibliotecas públicas, de universidades ou de arquivos públicos.

A Biblioteca de História da Família tem microfilmadas várias histórias da nação, de províncias e outros locais da Polônia.

Você pode encontrar histórias no Catálogo da Biblioteca de História da Família em:

EUROPA - HISTÓRIA

POLÔNIA - HISTÓRIA

POLÔNIA, (CONDADO) - HISTÓRIA

POLÔNIA, (CONDADO), (CITY) - HISTÓRIA

As seguintes fontes históricas são apenas alguns das muitas que estão disponíveis. Livros com números de microfilme podem ser encomendados através dos Centros de História da Família. Alguns podem ser encontrados nas principais bibliotecas de pesquisa.

Ćwik, Władysław. Miasta królewskie Lubelszczyzny w drugiej połowie XVIII wieku. Lublin: Wydawnictwo Lubelskie, 1968 - Tradução do título: A cidade real de Lublin, na segunda metade do século XVIII

Gieysztor, Aleksander. History of Poland. Warszawa: Polish Scientific Publishers, 1979. (FHL book 943.8 H2gk, FHL film 1181701.) - Tradução do título: História da Polônia

Leslie, R. F. The History of Poland since 1863. New York, New York: Cambridge University Press, 1980. (FHL book 943.8 H2hp.) Includes a bibliography. - Tradução do título: A história da Polônia desde 1863. Inclui bibliografia.

Topolski, Jerzy. An Outline History of Poland. Warszawa: Interpress Publishers, 1986. (FHL book 943.8 H2tj.) - Tradução do título: Um esboço da história da Polônia

Wandycz, Piotr S. The Lands of Partitioned Poland, 1795–1918. Vol. 7 in series: A History of East Central Europe. Seattle, Washington: University of Washington Press, 1974. (FHL book 940 H2ho.) Includes maps. - Tradução do título: As Terras da Polônia Parcionada, 1795-1918. Vol. 7 da série: A História da Europa Central. Inclui mapas.


Mudanças no Calendário

O calendário gregoriano é o calendário de uso comum no mundo de hoje. É uma correção do calendário juliano que estava em uso desde 46 AC. Os anos bissextos haviam sido mal calculados no calendário juliano, por isso, o calendário de 1582 estava 10 dias atrás no ano solar. A maioria dos países católicos, incluindo o Reino da Polônia, começou a usar o calendário gregoriano em 1582. Em áreas protestantes da Polônia ocidental, a mudança do calendário juliano para o calendário gregoriano ocorreu em 1700.

No Congresso da Polônia, onde a administração russa influía na manutenção de registros, o calendário juliano era geralmente usado. Muitas vezes, tanto o gregoriano quanto o juliano eram utilizados nos documentos sendo a data do juliano a primeira, o que pode tornar os registros confusos para pesquisadores inexperientes. Quando ambas as datas são dadas, use a data gregoriana para o seu registro. O calendário juliano deixou de ser utilizado depois de 1918. Até então, os dois calendários tinham 12 dias de intervalo.

Sites da Web

http://www.kasprzyk.demon.co.uk/www/HistoryPolska.html

http://donhoward.net/genpoland/polhistory.htm

http://www.virtuti.com/order/

http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/vjw/Poland.html

Artigos wiki descrevendo coleções online são encontrados em:

Polônia, Lublin, Livros da Igreja Católica Romana (Registros Históricos do FamilySearch)


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